Opinião: Allegiant, de Veronica Roth




Allegiant
 de Veronica Roth

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 526
Editora: HarperCollins Children's Book's 

Resumo:
The faction-based society that Tris Prior once believed in is shattered—fractured by violence and power struggles and scarred by loss and betrayal. So when offered a chance to explore the world past the limits she’s known, Tris is ready. Perhaps beyond the fence, she and Tobias will find a simple new life together, free from complicated lies, tangled loyalties, and painful memories.

But Tris’s new reality is even more alarming than the one she left behind. Old discoveries are quickly rendered meaningless. Explosive new truths change the hearts of those she loves. And once again, Tris must battle to comprehend the complexities of human nature—and of herself—while facing impossible choices about courage, allegiance, sacrifice, and love.

Told from a riveting dual perspective, Allegiant, by #1 New York Times best-selling author Veronica Roth, brings the Divergent series to a powerful conclusion while revealing the secrets of the dystopian world that has captivated millions of readers in Divergent and Insurgent.



 Rating: 4,25/5 

 
Opinião: Apesar de ainda não estar editado em Portugal, já existe a confirmação que Allegiant será lançado ainda este ano. Para os que aguardam ansiosamente saber o que está reservado para Tris, Tobias, Christina ou Caleb, acreditem que vale a pena estarem atentos e roer as unhas todas!

Nota de 12 de Março: Foi finalmente revelada a data de lançamento pela Porto Editora. Sai ainda este mês, dia 21, com o nome "Convergente!"



Após o fim tão apoteótico mas simultaneamente anti-climax (parece contraditório e assim o é) de Insurgente, confesso que estava com muito receio do seguimento da narrativa, especialmente depois da desconstrução de uma série de estruturas que descobrirmos ser diferentes ao esperado. Para além disso, a fasquia estava de tal forma elevada que contorná-la poderia ser um erro, mas vincá-la também não traria nada de novo que pudesse justificar o encerrar dos acontecimentos. Deste modo, acho que a autora não só se saiu lindamente como foi bastante inteligente na narrativa. Veronica Roth soube fugir das fragilidades da trilogia que compôs, evitar explorar caminhos que sabia não conseguir resolver e centrou-se em dar destaque às duas personagens mais atractivas para o público, sem esquecer as mudanças do envolvente.
A nova realidade é surpreendente e é inevitável que, tal como os personagens, nos vejamos a questionar sistematicamente o que é que mudará em seguida porque não há coração que aguente! Vamos questionar se sabemos tudo o que realmente se passa, e a verdade é que conseguimos ir apanhando todas as explicações. Fica apenas a falta a correcção de uma série de pontas soltas no fim do livro, mas podem sempre fazer uma lista e bombardear a autora com elas! Esse é talvez o único ponto que não me permite atribuir-lhe mais do que 4,25.
A dualidade de narrativas entre Tris e Tobias deixou-me plenamente feliz. De facto, embora estar na cabeça desta miúda teimosa e decidida que começa a crescer ao longo de Insurgente seja interessante, sempre senti perder muito do que se passava na cabeça do famoso Quatro, que sempre teve tendências para a introspecção. Desta forma, consegui compreendê-lo e conhecer um pouco mais sobre os seus dilemas pessoais, o que veio a confirmar que dentro do género, o Tobias é das minhas personagens masculinas preferidas. Sente, ama, tem medo, receia a humanidade e respeita o próximo. E é dotado de uma panóplia de valores que o tornam muito humano (e não uma representação filtrada pela cabeça de uma miúda).
Existe um grande spoiler que naturalmente não vou divulgar. No entanto, soube dele muito mais cedo porque infelizmente a Internet não se coibe tanto como eu de estragar as surpresas aos leitores, mesmo quando não andamos à procura de respostas. E se muitas pessoas desgotaram do encaminhamento que a autora fez, eu posso dizer que ainda que não concordando totalmente (acho que o resultado em questão até poderia ter acontecido, se as causas fossem diferentes. Assim foram meramente estúpidas porque soam a inevitáveis, o que explica em parte a revolta dos fãs) percebi o que ela quis dizer com essa narrativa. A verdade é que sendo um livro de young adult, por vezes é colocada em causa a capacidade de não criar apenas histórias bonitas ou com fins mais felizes. No entanto,Veronica deu-nos desde a primeira página de Divergente uma dose de "realidade" crua, onde as pessoas sentem, sofrem, evoluem, são traídas, descobrem novos horizontes e tentam reinventar-se para serem felizes. Nessa perspectiva, negar os acontecimentos do último livro soa-me a uma negação do mundo que nos é apresentado. Querendo ou não, esta é uma distopia, e como tal, não se espera um final plenamente feliz e cor de rosa. E com isto já disse muito!
Para finalizar, tenho de dizer que esta será certamente uma das minhas trilogias preferidas dentro do género e vou certamente relê-la no futuro!

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

1 leitores reagiram:

  1. Blog encantador,gostei do que vi e li,e desde já lhe dou os parabéns, também agradeço por partilhar o seu saber, se desejar visitar o Peregrino E Servo, ficarei também radiante e se desejar seguir faça-o de maneira que possa encontrar o seu blog, porque irei seguir também o seu blog.
    Deixo os meus cumprimentos, e muita paz.
    Sou António Batalha.

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